Fraternidade e os Excluídos

O Grito dos/as Excluídos/as nasceu da Campanha da Fraternidade de 1995, cujo tema era “Fraternidade e os excluídos” e que tinha por lema “Eras tu, Senhor?”

Desde aí, a cada ano, na Semana da Pátria, por todo o Brasil, setores ligados às pastorais sociais da Igreja Católica, outras igrejas irmãs, movimentos sociais, sindicatos e várias organizações da sociedade civil organizada vem articulando e realizando o Grito dos/as Excluídos/as para repercutir os diversos gritos sufocados ou silenciados, manifestando indignação diante de um sistema político e econômico que exclui e descarta a maioria da população da participação e decisão dos rumos do país.

Em 2017, chegamos ao 23º Grito dos/as Excluídos/as com o tema “Vida em primeiro lugar!” e o lema “Por direitos e democracia, a luta é todo dia”.

O lema é um claro chamado a refletir sobre a presente realidade brasileira, pois, como dito por Dom Guilherme Antônio Werlang, “vivemos tempos difíceis. Os direitos e os avanços democráticos conquistados nas últimas décadas, frutos de mobilizações e lutas, estão ameaçados. O ajuste fiscal, as reformas trabalhista e da previdência estão retirando direitos dos trabalhadores para favorecer os interesses do mercado. O próprio sistema democrático está em crise, distante da realidade vivida pela população”. Ao que acrescenta Dom Roque Paloschi: “Não podemos esquecer que, nas cidades, a cada dia cresce o número de desempregados/as e que, no campo, também cresce a violência contra camponeses/as que lutam por reforma agrária, bem como contra os povos indígenas que buscam a demarcação de seus territórios.”

7 de Setembro – Dia de luta do povo 

O ponto alto do Grito dos/as Excluídos/as são as manifestações populares no dia 7 de setembro – data em que se celebra a independência do Brasil. Essas manifestações são um momento e um espaço para que o povo possa questionar que tipo de independência temos.

Afinal, em que somos ou não independentes?

Com essas provocações e questionamentos, o Grito tem levado milhares de pessoas às ruas durante a Semana da Pátria para que reivindiquem seus direitos, defendam a dignidade do povo brasileiro e para denunciar a omissão do Estado frente aos direitos básicos que são inerentes à população e os ataques contra esses direitos que vem sendo patrocinados pelo poderosos do país.

Fonte: Assessoria
03/08/2017 06:09

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